Segundo minhas pesquisas, hoje, dia 25 de julho, é o Dia do Escritor.
A data foi criada em 25 de julho de 1960, após a realização do primeiro Festival do
Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores – que na época tinha João Peregrino Júnior na presidência e Jorge Amado na vice-presidência.
Após rápida consulta ao Michaelis On-line, obtive a seguinte definição:
escritor
es.cri.tor
sm (lat scriptore) 1 O que escreve. 2 Autor de composições de qualquer gênero literário. Col: plêiade. 3 gír de motoristas Motorista que "escreve", que dirige mudando de direção, perturbando os que vêm atrás. E. de pulso: escritor de grande talento.
No Aurélio que tenho aqui em casa:
es.cri.tor (ô) [Lat. scriptore] sm. Autor de obras literárias e/ou científicas.
De maneira simples, e me auto-elevando (rsrsrs!!), também sou um escritor, apesar de não ter pretensões de ser um profissional da área. Ao longo desses dois anos, tenho postado aqui no blog as minhas composições, impressões, reflexões e opiniões.
Alguns poucos amigos (por enquanto...) passam por aqui e, com muita paciência, enfrentam meus textos rápidos e fáceis. Espero que estejam gostando do meu estilo.
Meus parabéns a todos os que enfrentam o medo da tela em branco (antigamente era o papel em branco, na máquina de escrever) para ali colocar suas ideias, que depois serão publicadas (não importando o meio) e expostas à apreciação e crítica de todo o mundo.
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
sábado, 14 de maio de 2011
Livros, livros e mais livros
No Estadão, aqui.
13 de maio de 2011 | 0h 00
Acervos pessoais "encalham" em livrarias da cidade
Eis um aspecto interessante da vida de quem gosta de livros.
O que fazer com o acervo, quando seu dono:
1. Não se interessa mais; (é difícil, hein...)
2. Está em dificuldades financeiras; (hoje em dia, bem provável)
3. Passa desta para melhor. (todos estamos sujeitos a ela, que "vive" nos procurando...)
Muitas vezes, a família não quer nem saber daquele "monte de papel velho", que só "fica ocupando espaço".
Daí, temos o outro lado, o das pessoas que querem adquirir os acervos, seja por gosto, seja por querer aparecer.
É a lei da oferta e da procura. mas, pelo que diz a reportagem, parece haver mais oferta do que procura.
13 de maio de 2011 | 0h 00
Acervos pessoais "encalham" em livrarias da cidade
Eis um aspecto interessante da vida de quem gosta de livros.
O que fazer com o acervo, quando seu dono:
1. Não se interessa mais; (é difícil, hein...)
2. Está em dificuldades financeiras; (hoje em dia, bem provável)
3. Passa desta para melhor. (todos estamos sujeitos a ela, que "vive" nos procurando...)
Muitas vezes, a família não quer nem saber daquele "monte de papel velho", que só "fica ocupando espaço".
Daí, temos o outro lado, o das pessoas que querem adquirir os acervos, seja por gosto, seja por querer aparecer.
É a lei da oferta e da procura. mas, pelo que diz a reportagem, parece haver mais oferta do que procura.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A nova versão de O Alienista
Na Folha:
28/07/2010 - 11h29
Manual de diagnósticos de doença mental rotula até birra infantil como distúrbio
Leia na íntegra aqui.
Seguem os três primeiros parágrafos:
Espécie de bíblia global dos psiquiatras, o guia americano de saúde mental pode incluir na nova edição "distúrbios" como birra infantil e comilança compulsiva.
Em breve ninguém mais vai ser classificado como normal, disseram profissionais da área. Em um comunicado, eles criticaram a atualização do manual de diagnósticos e estatísticas da doença mental (DSM, na sigla em inglês), que valerá para 2013.
Para os especialistas, o guia pode descaracterizar a seriedade das doenças mentais, ao diagnosticar quase tudo como algum distúrbio.
A notícia me lembra um romance do grande Machado de Assis (apesar de eu, particularmente, não gostar muito dele), intitulado O Alienista.
O personagem principal, Simão Bacamarte, interna todos os habitantes da vila de Itaguaí na Casa Verde, pensando que todos eram loucos. Só ele fica de fora.
Só que ele chega à conclusão de que o louco era ele mesmo. Então, solta todos e se interna.
Parece que, em breve, teremos de internar os psicólogos e psiquiatras.
Para quem quiser, há um link na Wikipedia sobre a obra.
28/07/2010 - 11h29
Manual de diagnósticos de doença mental rotula até birra infantil como distúrbio
Leia na íntegra aqui.
Seguem os três primeiros parágrafos:
Espécie de bíblia global dos psiquiatras, o guia americano de saúde mental pode incluir na nova edição "distúrbios" como birra infantil e comilança compulsiva.
Em breve ninguém mais vai ser classificado como normal, disseram profissionais da área. Em um comunicado, eles criticaram a atualização do manual de diagnósticos e estatísticas da doença mental (DSM, na sigla em inglês), que valerá para 2013.
Para os especialistas, o guia pode descaracterizar a seriedade das doenças mentais, ao diagnosticar quase tudo como algum distúrbio.
A notícia me lembra um romance do grande Machado de Assis (apesar de eu, particularmente, não gostar muito dele), intitulado O Alienista.
O personagem principal, Simão Bacamarte, interna todos os habitantes da vila de Itaguaí na Casa Verde, pensando que todos eram loucos. Só ele fica de fora.
Só que ele chega à conclusão de que o louco era ele mesmo. Então, solta todos e se interna.
Parece que, em breve, teremos de internar os psicólogos e psiquiatras.
Para quem quiser, há um link na Wikipedia sobre a obra.
domingo, 18 de julho de 2010
Boa notícia para quem gosta de livros
Em tempo de escassez de boas notícias, quando uma delas ocorre, deve ser aclamada.
No Globo, hoje. Para ler no original, clique aqui.
Segue o texto da reportagem:
Marcha dos pinguins
Acontecimento do ano no mercado editorial nacional, a parceria entre a Penguin e a Companhia das Letras chega às livrarias
Plantão | Publicada em 18/07/2010 às 07h40m
Miguel Conde
RIO - Daqui a oito dias, na última segunda-feira do mês, o animal mais conhecido do mundo dos livros vai se aboletar em prateleiras por toda parte do país na companhia de uma língua com a qual nunca teve lá muita intimidade: o português. O encontro foi anunciado no ano passado, e os curiosos com o resultado foram tantos que os responsáveis tiveram que rever seus planos. Os primeiros livros da parceria entre a multinacional Penguin e a brasileira Companhia das Letras chegam às livrarias no próximo dia 26 em tiragens entre oito mil e 18 mil exemplares, mais que o triplo dos cinco mil previstos inicialmente, graças às encomendas de livreiros que apostam no interesse em torno do maior acontecimento do mercado editorial nacional em 2010.
A sociedade Penguin-Companhia promete trazer ao Brasil a fórmula que fez da empresa inglesa uma importante marca mundial: livros de qualidade em edições cuidadas, a preços baixos. Uma combinação ainda não muito comum num país em que livros tradicionalmente são um luxo para poucos, e onde as principais editoras ainda começam a investir nas edições de bolso.
A primeira leva é de quatro títulos: "O príncipe", de Maquiavel, ganhou nova tradução direto do italiano por Maurício Santana Dias, e prefácio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (leia trecho na página 2); o romance "Pelos olhos de Maisie", de Henry James, em tradução revista por Paulo Henriques Britto; e as coletâneas, organizadas pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello, "O Brasil holandês", com textos históricos do século XVII, e "Joaquim Nabuco: Essencial", seleção de textos do abolicionista, cuja morte completa cem anos em 2010. Os quatro, como todos os títulos da Penguin-Companhia, serão lançados também em e-books, mas por questões comerciais e tecnológicas por enquanto não serão compatíveis nem com o Kindle nem com o iPad. As obras (que já estão em pré-venda nas principais livrarias brasileiras) terão ainda guias de leitura e aulas na internet, complementos direcionados para o mercado educacional, um grande alvo do selo.
Com preços entre R$ 15 e R$ 35, as edições brasileiras não serão tão baratas quanto os primeiros livros lançados pela Penguin nos anos 30, que custavam o mesmo que um maço de cigarros. Ainda assim, podem preencher uma lacuna, acredita Matinas Suzuki, diretor de comunicação da Companhia e editor do selo:
- Não vejo no Brasil hoje ninguém trabalhando com consistência o mercado de clássicos. O que você tem são, de um lado, edições populares não muito caprichadas, e, de outro, edições de luxo ocasionais. Entre as duas, há um espaço que nós queremos ocupar.
A partir de setembro, ele explica, serão lançados dois livros por mês, num total de 24 no primeiro ano - um terço deles brasileiros, os outros selecionados do enorme catálogo da Penguin. Além dos quatro que sairão agora, oito já estão definidos: "Recordações do escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto, e "Livro da vida", de Santa Teresa d'Ávila, com prefácio de Frei Betto (leia trecho na página 2), em setembro; "Ensaios selecionados", de Montaigne, e "Jorge Amado: Essencial", organizado por Alberto da Costa e Silva, em outubro; "Dez dias que abalaram o mundo", de John Reed, e "O emblema rubro da coragem", de Stephen Crane, em novembro; e "O amante de Lady Chatterley", de D. H. Lawrence, e "Últimos dias: os escritos tardios de Liev Tolstói", em dezembro.
Um dos convidados da próxima Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde participará de um debate com o historiador americano Robert Darnton sobre o futuro dos livros, o CEO da Penguin, John Makinson, diz que o Brasil foi escolhido entre outros países da América Latina pelo tamanho de sua população e por ter um público letrado em expansão.
- Antes de entrarmos num novo mercado, consideramos três pré-requisitos. Existe ali potencial de crescimento? Há espaço para edições baratas e bem feitas de livros clássicos? E há um parceiro com o qual possamos trabalhar? O Brasil preenchia todos os campos - afirma.
A Companhia das Letras espera também incluir títulos do seu catálogo na coleção internacional da Penguin. Por enquanto, o único livro brasileiro publicado pela Penguin é "Os sertões", de Euclides da Cunha, dentro da sua série de clássicos. As negociações já estão avançadas, porém, para a publicação em 2012 de três livros de Jorge Amado: "Capitães da areia", "A morte e a morte de Quincas Berro d'Água" e "Terras do sem-fim", que ganhou o título provisório de "Violent lands" (Makinson dá a publicação como certa, mas a Companhia ressalva que o contrato ainda não foi assinado). A diversificação do catálogo faz parte de uma estratégia de expansão comercial, diz Makinson:
- Estamos incorporando livros de outras regiões ao nosso catálogo internacional porque muito do crescimento da nossa indústria nos próximos anos virá dos mercados emergentes.
Para quem gosta de livros, assim como eu, será uma boa oportunidade para adquirir bons títulos, e por preços razoáveis.
As coisas não estão fáceis para ninguém. Para quem estuda, já está difícil. Imagine para quem simplesmente não lê nada. Há pessoas que preferem fazer uma hora de esteira a ler uma simples página. Há espaço para compatibilizar músculos e neurônios. Basta um pouco de vontade.
Sempre relembro Monteiro Lobato: um país se faz com homens e livros.
E aproveito para citar uma campanha que a MTV fez, há algum tempo: desligue a TV e vá ler um livro. Acrescento: depois de ler meu blog, desligue o computador e vá ler um livro.
E você, já leu ao menos um livro neste ano? Ou está muito cansado para isso?
No Globo, hoje. Para ler no original, clique aqui.
Segue o texto da reportagem:
Marcha dos pinguins
Acontecimento do ano no mercado editorial nacional, a parceria entre a Penguin e a Companhia das Letras chega às livrarias
Plantão | Publicada em 18/07/2010 às 07h40m
Miguel Conde
RIO - Daqui a oito dias, na última segunda-feira do mês, o animal mais conhecido do mundo dos livros vai se aboletar em prateleiras por toda parte do país na companhia de uma língua com a qual nunca teve lá muita intimidade: o português. O encontro foi anunciado no ano passado, e os curiosos com o resultado foram tantos que os responsáveis tiveram que rever seus planos. Os primeiros livros da parceria entre a multinacional Penguin e a brasileira Companhia das Letras chegam às livrarias no próximo dia 26 em tiragens entre oito mil e 18 mil exemplares, mais que o triplo dos cinco mil previstos inicialmente, graças às encomendas de livreiros que apostam no interesse em torno do maior acontecimento do mercado editorial nacional em 2010.
A sociedade Penguin-Companhia promete trazer ao Brasil a fórmula que fez da empresa inglesa uma importante marca mundial: livros de qualidade em edições cuidadas, a preços baixos. Uma combinação ainda não muito comum num país em que livros tradicionalmente são um luxo para poucos, e onde as principais editoras ainda começam a investir nas edições de bolso.
A primeira leva é de quatro títulos: "O príncipe", de Maquiavel, ganhou nova tradução direto do italiano por Maurício Santana Dias, e prefácio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (leia trecho na página 2); o romance "Pelos olhos de Maisie", de Henry James, em tradução revista por Paulo Henriques Britto; e as coletâneas, organizadas pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello, "O Brasil holandês", com textos históricos do século XVII, e "Joaquim Nabuco: Essencial", seleção de textos do abolicionista, cuja morte completa cem anos em 2010. Os quatro, como todos os títulos da Penguin-Companhia, serão lançados também em e-books, mas por questões comerciais e tecnológicas por enquanto não serão compatíveis nem com o Kindle nem com o iPad. As obras (que já estão em pré-venda nas principais livrarias brasileiras) terão ainda guias de leitura e aulas na internet, complementos direcionados para o mercado educacional, um grande alvo do selo.
Com preços entre R$ 15 e R$ 35, as edições brasileiras não serão tão baratas quanto os primeiros livros lançados pela Penguin nos anos 30, que custavam o mesmo que um maço de cigarros. Ainda assim, podem preencher uma lacuna, acredita Matinas Suzuki, diretor de comunicação da Companhia e editor do selo:
- Não vejo no Brasil hoje ninguém trabalhando com consistência o mercado de clássicos. O que você tem são, de um lado, edições populares não muito caprichadas, e, de outro, edições de luxo ocasionais. Entre as duas, há um espaço que nós queremos ocupar.
A partir de setembro, ele explica, serão lançados dois livros por mês, num total de 24 no primeiro ano - um terço deles brasileiros, os outros selecionados do enorme catálogo da Penguin. Além dos quatro que sairão agora, oito já estão definidos: "Recordações do escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto, e "Livro da vida", de Santa Teresa d'Ávila, com prefácio de Frei Betto (leia trecho na página 2), em setembro; "Ensaios selecionados", de Montaigne, e "Jorge Amado: Essencial", organizado por Alberto da Costa e Silva, em outubro; "Dez dias que abalaram o mundo", de John Reed, e "O emblema rubro da coragem", de Stephen Crane, em novembro; e "O amante de Lady Chatterley", de D. H. Lawrence, e "Últimos dias: os escritos tardios de Liev Tolstói", em dezembro.
Um dos convidados da próxima Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde participará de um debate com o historiador americano Robert Darnton sobre o futuro dos livros, o CEO da Penguin, John Makinson, diz que o Brasil foi escolhido entre outros países da América Latina pelo tamanho de sua população e por ter um público letrado em expansão.
- Antes de entrarmos num novo mercado, consideramos três pré-requisitos. Existe ali potencial de crescimento? Há espaço para edições baratas e bem feitas de livros clássicos? E há um parceiro com o qual possamos trabalhar? O Brasil preenchia todos os campos - afirma.
A Companhia das Letras espera também incluir títulos do seu catálogo na coleção internacional da Penguin. Por enquanto, o único livro brasileiro publicado pela Penguin é "Os sertões", de Euclides da Cunha, dentro da sua série de clássicos. As negociações já estão avançadas, porém, para a publicação em 2012 de três livros de Jorge Amado: "Capitães da areia", "A morte e a morte de Quincas Berro d'Água" e "Terras do sem-fim", que ganhou o título provisório de "Violent lands" (Makinson dá a publicação como certa, mas a Companhia ressalva que o contrato ainda não foi assinado). A diversificação do catálogo faz parte de uma estratégia de expansão comercial, diz Makinson:
- Estamos incorporando livros de outras regiões ao nosso catálogo internacional porque muito do crescimento da nossa indústria nos próximos anos virá dos mercados emergentes.
Para quem gosta de livros, assim como eu, será uma boa oportunidade para adquirir bons títulos, e por preços razoáveis.
As coisas não estão fáceis para ninguém. Para quem estuda, já está difícil. Imagine para quem simplesmente não lê nada. Há pessoas que preferem fazer uma hora de esteira a ler uma simples página. Há espaço para compatibilizar músculos e neurônios. Basta um pouco de vontade.
Sempre relembro Monteiro Lobato: um país se faz com homens e livros.
E aproveito para citar uma campanha que a MTV fez, há algum tempo: desligue a TV e vá ler um livro. Acrescento: depois de ler meu blog, desligue o computador e vá ler um livro.
E você, já leu ao menos um livro neste ano? Ou está muito cansado para isso?
quinta-feira, 27 de maio de 2010
O Analista de Bagé
Há alguns dias reli "Todas as Histórias do Analista de Bagé", de Luís Fernando Veríssimo, editado em 2002, pela Editora Objetiva.
São apenas 80 páginas, mas garantem algumas boas risadas.
Quem ainda não conhece, vale a pena.
Já imaginou encarar a terapia do "joelhaço"?
São apenas 80 páginas, mas garantem algumas boas risadas.
Quem ainda não conhece, vale a pena.
Já imaginou encarar a terapia do "joelhaço"?
quarta-feira, 5 de maio de 2010
O livro e o efeito Tostines
Livro no Brasil é caro porque vende pouco.
Livro no Brasil vende pouco porque é caro.
É o efeito Tostines (só conhece quem é da turma antiga. Vou denunciando minha idade...).
Mas isso procede?
As editoras dizem que o brasileiro compra e lê pouco, o que faz com que as tiragens sejam reduzidas, aumentando os custos. Se as tiragens pudessem ser maiores, os preços poderiam ser menores, blá, blá, blá...
E os consumidores compram poucos livros, justamente porque são caros. E também porque não têm o hábito da leitura.
De uma maneira ou de outra, o livro é caro.
Há alguns anos, para estimar o preço de um livro tipo brochura, eu olhava a quantidade de páginas e dividia por 10. Se não acertasse, errava por muito pouco. Exemplo: se tivesse 400 páginas, custava em torno de R$ 40,00. Hoje, já passou disso, e por muito... Se tiver capa dura, então...
Algumas tentativas, por parte de certas editoras, têm sido feitas para baratear alguns títulos. São as séries editadas e vendidas nas bancas de jornais, a preços mais acessíveis. Tenho duas delas, da Nova Cultural: Os Pensadores e Obras Primas. Também tenho alguns romances que foram editados simultaneamnte pelo jornal O Globo, no Rio de Janeiro, e pela Folha, em São Paulo.
Se fossem mais baratos, teria muitos outros na estante.
Uma alternativa é frequentar os sebos.
Já disse em outro post a frase de Monteiro Lobato. Não preciso repeti-la.
É preciso ferir de morte esse terrível efeito Tostines.
Livro no Brasil vende pouco porque é caro.
É o efeito Tostines (só conhece quem é da turma antiga. Vou denunciando minha idade...).
Mas isso procede?
As editoras dizem que o brasileiro compra e lê pouco, o que faz com que as tiragens sejam reduzidas, aumentando os custos. Se as tiragens pudessem ser maiores, os preços poderiam ser menores, blá, blá, blá...
E os consumidores compram poucos livros, justamente porque são caros. E também porque não têm o hábito da leitura.
De uma maneira ou de outra, o livro é caro.
Há alguns anos, para estimar o preço de um livro tipo brochura, eu olhava a quantidade de páginas e dividia por 10. Se não acertasse, errava por muito pouco. Exemplo: se tivesse 400 páginas, custava em torno de R$ 40,00. Hoje, já passou disso, e por muito... Se tiver capa dura, então...
Algumas tentativas, por parte de certas editoras, têm sido feitas para baratear alguns títulos. São as séries editadas e vendidas nas bancas de jornais, a preços mais acessíveis. Tenho duas delas, da Nova Cultural: Os Pensadores e Obras Primas. Também tenho alguns romances que foram editados simultaneamnte pelo jornal O Globo, no Rio de Janeiro, e pela Folha, em São Paulo.
Se fossem mais baratos, teria muitos outros na estante.
Uma alternativa é frequentar os sebos.
Já disse em outro post a frase de Monteiro Lobato. Não preciso repeti-la.
É preciso ferir de morte esse terrível efeito Tostines.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Não sou anacrônico; sou clássico
Gosto da tecnologia. O computador (desktop/notebook), o celular, o DVD/Blue Ray, a TV LCD/LED, iPods, iPhones, e outros ialgumacoisa, além da internet e da TV a cabo, já fazem parte de nosso dia a dia. É difícil viver sem essas comodidades eletroeletrônicas. Neste ponto, sou atualizado.
Mas também sou um dos que prefere o livro impresso. Até leio livros, artigos, jornais e revistas na tela do computador, mas, se pudesse optar, escolheria a mídia impressa. Se for emprestada, farei o possível para devolvê-la intacta. Mas, se for minha, poderei anotar, sublinhar, marcar, enfim, interagir com o texto, como sempre gostei de fazer.
Na minha opinião, pelo menos no médio prazo, o livro impresso vai continuar a existir.
Não digo que sou anacrônico. Prefiro dizer que sou clássico.
Para quem gosta de livros, no link abaixo está um artigo interessante, escrito por Milton Hatoun, no jornal O Estado de S.Paulo.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100430/not_imp544881,0.php
Mas também sou um dos que prefere o livro impresso. Até leio livros, artigos, jornais e revistas na tela do computador, mas, se pudesse optar, escolheria a mídia impressa. Se for emprestada, farei o possível para devolvê-la intacta. Mas, se for minha, poderei anotar, sublinhar, marcar, enfim, interagir com o texto, como sempre gostei de fazer.
Na minha opinião, pelo menos no médio prazo, o livro impresso vai continuar a existir.
Não digo que sou anacrônico. Prefiro dizer que sou clássico.
Para quem gosta de livros, no link abaixo está um artigo interessante, escrito por Milton Hatoun, no jornal O Estado de S.Paulo.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100430/not_imp544881,0.php
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Contrariando Monteiro Lobato
Monteiro Lobato disse: “Um país se faz com homens e livros”.
Concordo plenamente, pois leitura é fundamental. A sociedade só construirá uma base sólida se puder obter informações, para então poder transformá-las em conhecimento.
Gosto de livros. Sinto-me à vontade em livrarias, e o passeio pelas estantes é prazeroso.
E sei me orientar sozinho nas bibliotecas. Quando entro, só faço uma pergunta:
- Onde está o 001? Aumenta para lá, ou para cá?
Geralmente, vem de trás do balcão um olhar com brilho especial.
Se pudesse ler a mente da bibliotecária, seria algo assim: “Não preciso me preocupar com esse aí. Ele já sabe o que quer, e sabe onde encontrar”.
Acho uma falta de sensibilidade por parte de algumas instituições trancar seu acervo. Você só vê pela vidraça. Lá longe estão seus objetos de desejo...
Todo o acervo deve estar disponível, acessível, para que o leitor possa circular, olhar, pegar o livro, folhear, ver se gosta. Eventualmente, buscar obras correlacionadas. Levar todos para a mesa, olhar com calma, voltar à estante, pegar outra obra, e assim sucessivamente.
Já fui a várias bibliotecas, sendo muitas delas em faculdades. Em algumas, você tem que consultar o acervo em fichas ou, mais recentemente, nos computadores. Daí, pega o número do livro, passa para a bibliotecária, que vai ao acervo físico, e traz o livro. Se você não gostou e quer outro, tudo de novo. E lá vem aquele olhar de desaprovação, com o pensamento fulminante (nesta hora, não gostaria de ser telepata):
- Pô, esse cara não se decide? Vou ter que voltar lá dentro? Que saco!
Perguntas: do que eles têm medo? É de furto? Há sistemas próprios de controle de saída, com sensores colados nas capas. É de que o leitor desarrume as estantes? É só orientá-lo para que deixe os livros em carrinhos espalhados pelo recinto. É de trabalhar? Vá procurar emprego em outro lugar...
Quanto mais contato com os livros, melhor.
Monteiro Lobato sabia muito bem o que dizia. Pena que há pessoas que preferem só exercícios físicos, e não fazem força para exercitar a mente...
Concordo plenamente, pois leitura é fundamental. A sociedade só construirá uma base sólida se puder obter informações, para então poder transformá-las em conhecimento.
Gosto de livros. Sinto-me à vontade em livrarias, e o passeio pelas estantes é prazeroso.
E sei me orientar sozinho nas bibliotecas. Quando entro, só faço uma pergunta:
- Onde está o 001? Aumenta para lá, ou para cá?
Geralmente, vem de trás do balcão um olhar com brilho especial.
Se pudesse ler a mente da bibliotecária, seria algo assim: “Não preciso me preocupar com esse aí. Ele já sabe o que quer, e sabe onde encontrar”.
Acho uma falta de sensibilidade por parte de algumas instituições trancar seu acervo. Você só vê pela vidraça. Lá longe estão seus objetos de desejo...
Todo o acervo deve estar disponível, acessível, para que o leitor possa circular, olhar, pegar o livro, folhear, ver se gosta. Eventualmente, buscar obras correlacionadas. Levar todos para a mesa, olhar com calma, voltar à estante, pegar outra obra, e assim sucessivamente.
Já fui a várias bibliotecas, sendo muitas delas em faculdades. Em algumas, você tem que consultar o acervo em fichas ou, mais recentemente, nos computadores. Daí, pega o número do livro, passa para a bibliotecária, que vai ao acervo físico, e traz o livro. Se você não gostou e quer outro, tudo de novo. E lá vem aquele olhar de desaprovação, com o pensamento fulminante (nesta hora, não gostaria de ser telepata):
- Pô, esse cara não se decide? Vou ter que voltar lá dentro? Que saco!
Perguntas: do que eles têm medo? É de furto? Há sistemas próprios de controle de saída, com sensores colados nas capas. É de que o leitor desarrume as estantes? É só orientá-lo para que deixe os livros em carrinhos espalhados pelo recinto. É de trabalhar? Vá procurar emprego em outro lugar...
Quanto mais contato com os livros, melhor.
Monteiro Lobato sabia muito bem o que dizia. Pena que há pessoas que preferem só exercícios físicos, e não fazem força para exercitar a mente...
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