Depois de uma marginal congestionada, oito e meia longas horas dentro de um ônibus, vários cochilos e muitas paradas, finalmente cheguei de volta ao lar.
Estava, claro, com saudades das minhas meninas.
Mas durante a viagem, feita parte à tarde e parte à noite, vi algo que não vemos nas cidades, por conta da iluminação: uma enorme quantidade de estrelas.
Fazia bastante tempo que não via aquela mancha esbranquiçada, característica do nosso braço da Via Láctea. Aliás, sabia que esta é a origem do nome que demos à nossa galáxia?
Passei um bom tempo olhando aqueles milhões de estrelas, que estão lá a nos lembrar da nossa pequenez diante do universo, forçando-nos a parar e a refletir.
Tinha acabado de sair da maior metrópole do país, um aglomerado de milhões de pessoas que convivem, fisicamente, naquele espaço. Mas que estão, ao mesmo tempo, separados na sua individualidade, nos seus sonhos, nos seus problemas, nas suas alegrias. O paradoxo: juntos, mas separados.
Saem de suas casas e fazem verdadeiras viagens para poder trabalhar e ganhar seu sustento. Grande parte sai e volta sem a luz do dia, que vai encontrá-los e acompanhá-los durante a jornada, mas não em casa.
O ritmo dessa vida (se é que se pode chamar de vida esse suceder de viagens), alucinante, sufocante, os impede de olharem-se, para que possam ver seus rostos, com olhar fixo num horizonte indefinível e inalcançável, olhos mortiços, olhares perdidos.
Só Deus sabe o que se passa atrás daquelas janelas de suas almas, trancafiadas em veículos de aço ou de carne. Que sonhos sufocados, que emoções embaralhadas se escondem sob as colunas de fumaça?
Ao mesmo tempo em que estamos todos juntos, também estamos sós, olhando as estrelas, quer possamos vê-las, ou não.
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sábado, 28 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Máquina de fazer doido
Viagem a trabalho de uma semana a São Paulo. Cheguei na segunda, junto com o sol nascente, e fico até amanhã à tarde.
Estou num hotel estilo "muquifinho", próximo da sede da autarquia. Ácaros por todos os lados, e um colchão um tanto quanto desconfortável. Comodidade da distância, sacrificando um pouco o conforto. É a famosa expressão "em compensação", aplicada na prática.
A conexão da internet no quarto é instável. O sinal varia muito, dificultando o acesso.
Agora, por exemplo, consegui sinal ao lado da porta. Estou sentado num banquinho, com o notebook equilibrado nas pernas...
O hotel fica numa das ruas mais movimentadas da cidade, e os barulhos se sucedem numa verdadeira salada sonora: serras e furadeiras numa construção próxima; helicópteros vindos de todos os lados; carros, ônibus, caminhões e motos durante todo o dia, e também à noite, com suas respectivas buzinas e seus freios; tosses, espirros, gritos e conversas no hotel e fora dele; sirenes da polícia e das ambulâncias.
Tudo isso aliado à poluição, essa entidade nada etérea, à qual não estou acostumado.
Resultado: noites mal dormidas.
Quem mora por aqui, e convive com essa realidade, adora. Tem gente que não troca Sampa por nada...
Mas eu ainda penso que essa megalópole é uma verdadeira máquina de fazer doidos.
Estou num hotel estilo "muquifinho", próximo da sede da autarquia. Ácaros por todos os lados, e um colchão um tanto quanto desconfortável. Comodidade da distância, sacrificando um pouco o conforto. É a famosa expressão "em compensação", aplicada na prática.
A conexão da internet no quarto é instável. O sinal varia muito, dificultando o acesso.
Agora, por exemplo, consegui sinal ao lado da porta. Estou sentado num banquinho, com o notebook equilibrado nas pernas...
O hotel fica numa das ruas mais movimentadas da cidade, e os barulhos se sucedem numa verdadeira salada sonora: serras e furadeiras numa construção próxima; helicópteros vindos de todos os lados; carros, ônibus, caminhões e motos durante todo o dia, e também à noite, com suas respectivas buzinas e seus freios; tosses, espirros, gritos e conversas no hotel e fora dele; sirenes da polícia e das ambulâncias.
Tudo isso aliado à poluição, essa entidade nada etérea, à qual não estou acostumado.
Resultado: noites mal dormidas.
Quem mora por aqui, e convive com essa realidade, adora. Tem gente que não troca Sampa por nada...
Mas eu ainda penso que essa megalópole é uma verdadeira máquina de fazer doidos.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Ele ficou surpreso...
No Estadão, aqui.
Evangelista se diz 'surpreso' por mundo não ter acabado no fim de semana
Fiéis se disseram preocupados e estão preocupados com dinheiro gasto
23 de maio de 2011 | 16h 01
Como já havia dito no post anterior, agora os bocós estão preocupados com o dinheirão que foi gasto na "campanha".
E o bocó-mor se diz "surpreso". Por que será que eu não fiquei? Estou cansado de charlatães desse naipe. Eles têm aparecido aos montes, e sempre há os que seguem essas ideias estapafúrdias. E a tendência é que apareçam cada vez mais.
- Você é intolerante! diriam alguns.
- Você é um chato, insensível, agnóstico! diram outros.
Não, sou extremamente implacável com fanáticos.
Evangelista se diz 'surpreso' por mundo não ter acabado no fim de semana
Fiéis se disseram preocupados e estão preocupados com dinheiro gasto
23 de maio de 2011 | 16h 01
Como já havia dito no post anterior, agora os bocós estão preocupados com o dinheirão que foi gasto na "campanha".
E o bocó-mor se diz "surpreso". Por que será que eu não fiquei? Estou cansado de charlatães desse naipe. Eles têm aparecido aos montes, e sempre há os que seguem essas ideias estapafúrdias. E a tendência é que apareçam cada vez mais.
- Você é intolerante! diriam alguns.
- Você é um chato, insensível, agnóstico! diram outros.
Não, sou extremamente implacável com fanáticos.
sábado, 21 de maio de 2011
O que aconteceu?
O que aconteceu?
Por que todos ainda estão por aqui? Ou quem ficou vai curtir um inferninho básico?
Já passa das 18h00 e, pelo que se sabe, ninguém foi "arrebatado".
Os bocós erraram mais uma vez, certo?
Podem entregar minha paçoquinha aqui em casa. Caso não queiram aparecer, por estarem com vergonha, peçam para o motoboy.
E agora, como ficam as famílias que saíram para acompanhar a tal distribuição de panfletos e pregar o arrependimento?
Os tontos pediram demissão, venderam tudo (ou entregaram gratuitamente?), e gastaram o que tinham.
Vão pedir para que suas coisas sejam devolvidas?
E quem vai dar emprego para eles, já que o mundo não acabou, e nem vai acabar? Quem vai empregar um fanático religioso, que pode abandonar suas atribuições e responsabilidades a qualquer momento, pois acreditou em algum líder religioso lunático?
Eu costumo dizer que lugar de doente é no hospital, e lugar de louco é no hospício.
Ei, esperem um pouco. Respondam-me uma coisa: alguém percebeu que a temperatura está um pouco mais alta?
Por que todos ainda estão por aqui? Ou quem ficou vai curtir um inferninho básico?
Já passa das 18h00 e, pelo que se sabe, ninguém foi "arrebatado".
Os bocós erraram mais uma vez, certo?
Podem entregar minha paçoquinha aqui em casa. Caso não queiram aparecer, por estarem com vergonha, peçam para o motoboy.
E agora, como ficam as famílias que saíram para acompanhar a tal distribuição de panfletos e pregar o arrependimento?
Os tontos pediram demissão, venderam tudo (ou entregaram gratuitamente?), e gastaram o que tinham.
Vão pedir para que suas coisas sejam devolvidas?
E quem vai dar emprego para eles, já que o mundo não acabou, e nem vai acabar? Quem vai empregar um fanático religioso, que pode abandonar suas atribuições e responsabilidades a qualquer momento, pois acreditou em algum líder religioso lunático?
Eu costumo dizer que lugar de doente é no hospital, e lugar de louco é no hospício.
Ei, esperem um pouco. Respondam-me uma coisa: alguém percebeu que a temperatura está um pouco mais alta?
Contagem regressiva
Bem, já passa da meia noite.
Segundo meia dúzia de malucos, estamos em contagem regressiva para o fim do mundo.
Veja a notícia aqui, na Folha. Segue a manchete e os dois primeiros parágrafos.
20/05/2011 - 20h23
Nos EUA, cristãos fundamentalistas estão prontos para apocalipse
DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
O seguidores de um pregrador cristão americano já estão prontos para o Juízo Final que, acreditam, acontecerá neste sábado. Alguns deixaram seus trabalhos e viajam por todo o país, instando aos demais a que se arrependam dos pecados "antes que seja tarde demais".
O sermão de Harold Camping, de 89 anos, é que às 18h (horário local) em cada país do mundo --a começar pela Nova Zelândia, às 6h de Brasília-- o arrebatamento acontecerá e os bons cristãos serão levados aos céus, o que dá muito pouco tempo para que os pecadores se arrependam.
Cá entre nós: são vários universos possíveis. Estamos em um deles, que tem aproximadamente 200 bilhões de galáxias. A que chamamos Via Láctea é uma delas, e tem aproximadamente 100 bilhões de estrelas. Nossa estrela, que está numa das pontas de um dos braços desta galáxia, é uma anã amarela, antigamente chamada de estrela de 5ª grandeza, tem ao seu redor 9 planetas. Um deles, na 3ª órbita, tem pouco mais de 3 milhões de espécies catalogadas pela nossa incerta e ainda engatinhante ciência. Entre elas há uma, que se diz inteligente, e que tem mais de 6 bilhões e 200 milhões de indivíduos. Entre eles, meia dúzia de bocós acha que o Grande Arquiteto mandou-lhes uma mensagem, avisando que vai acabar com toda essa coisa insana que aí está.
Algum deles quer bater uma aposta?
Se não acabar, eles me pagam uma paçoquinha.
Mas... E se acabar?
Bem, aí vamos ter que acertar a conta da aposta em algum dos círculos do inferno, como já citou Dante, na Divina Comédia.
Bora lá!
Alguém ainda duvida que Einstein tinha razão?
Segundo meia dúzia de malucos, estamos em contagem regressiva para o fim do mundo.
Veja a notícia aqui, na Folha. Segue a manchete e os dois primeiros parágrafos.
20/05/2011 - 20h23
Nos EUA, cristãos fundamentalistas estão prontos para apocalipse
DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
O seguidores de um pregrador cristão americano já estão prontos para o Juízo Final que, acreditam, acontecerá neste sábado. Alguns deixaram seus trabalhos e viajam por todo o país, instando aos demais a que se arrependam dos pecados "antes que seja tarde demais".
O sermão de Harold Camping, de 89 anos, é que às 18h (horário local) em cada país do mundo --a começar pela Nova Zelândia, às 6h de Brasília-- o arrebatamento acontecerá e os bons cristãos serão levados aos céus, o que dá muito pouco tempo para que os pecadores se arrependam.
Cá entre nós: são vários universos possíveis. Estamos em um deles, que tem aproximadamente 200 bilhões de galáxias. A que chamamos Via Láctea é uma delas, e tem aproximadamente 100 bilhões de estrelas. Nossa estrela, que está numa das pontas de um dos braços desta galáxia, é uma anã amarela, antigamente chamada de estrela de 5ª grandeza, tem ao seu redor 9 planetas. Um deles, na 3ª órbita, tem pouco mais de 3 milhões de espécies catalogadas pela nossa incerta e ainda engatinhante ciência. Entre elas há uma, que se diz inteligente, e que tem mais de 6 bilhões e 200 milhões de indivíduos. Entre eles, meia dúzia de bocós acha que o Grande Arquiteto mandou-lhes uma mensagem, avisando que vai acabar com toda essa coisa insana que aí está.
Algum deles quer bater uma aposta?
Se não acabar, eles me pagam uma paçoquinha.
Mas... E se acabar?
Bem, aí vamos ter que acertar a conta da aposta em algum dos círculos do inferno, como já citou Dante, na Divina Comédia.
Bora lá!
Alguém ainda duvida que Einstein tinha razão?
terça-feira, 17 de maio de 2011
Ficha corrida extensa
- Perturbação da ordem pública;
- Invasão de propriedade;
- Destruição de propriedade;
- Agressão física;
- Brigas;
- Desobediência;
- Cinco fugas.
Alguém diria:
- É uma bela ficha suja, hein?
Ou talvez:
- Mas que bela ficha corrida!
Concordo em gênero, número e grau, mas não estamos falando de um reles delinquente.
Quem está nesta situação constrangedora é ninguém mais, ninguém menos do que ela, a cadela mais safada da paróquia: Suri.
Já destruiu parte uma cadeira giratória (duas coberturas dos pés e a peça de ajuste da mola do assento reclinável), dois tapetes, um pincel usado para tintura de cabelo e parte do pé da tábua de passar roupas, e quebrou três copos.
Numa de suas fugas, invadiu dois bares e uma festa de aniversário, causando verdadeira comoção na vizinhança.
Noutra fuga, arengou com dois cachorros muito maiores do que ela, em uma marcenaria. A sorte é que o alambrado era resistente, e os dois brutamontes não conseguiram pegá-la.
Numa das fugas, mordeu a mão do filho da vizinha, que estava nos ajudando na captura.
Quase todos os dias, fica latindo (não sei se conversa, ou se troca acusações e xingamentos) para o cachorro do vizinho dos fundos.
Quando pedimos para ela sair, ela entra, e vice-versa. Quando pedimos para dar a pata, ela deita.
Bem, toda situação tem dois lados. Ela adora correr e brincar, está sempre disposta, adora colo e carinho, não sai do nosso lado, é muito companheira, e sua audição é particularmente aguçada, estando ligada 24 horas por dia. Ninguém passa em frente de casa impunemente. Ela pode até não latir, mas segue os passos da pessoa em toda a extensão do portão e do muro. Atende um chamado com uma rapidez típica de cachorros pequenos e ágeis.
Sua saudosa “irmã”, Madonna, quando tinha sua idade, também era uma pestinha. Depois tornou-se uma “lady”.
É o que esperamos do furacão Suri.
- Invasão de propriedade;
- Destruição de propriedade;
- Agressão física;
- Brigas;
- Desobediência;
- Cinco fugas.
Alguém diria:
- É uma bela ficha suja, hein?
Ou talvez:
- Mas que bela ficha corrida!
Concordo em gênero, número e grau, mas não estamos falando de um reles delinquente.
Quem está nesta situação constrangedora é ninguém mais, ninguém menos do que ela, a cadela mais safada da paróquia: Suri.
Já destruiu parte uma cadeira giratória (duas coberturas dos pés e a peça de ajuste da mola do assento reclinável), dois tapetes, um pincel usado para tintura de cabelo e parte do pé da tábua de passar roupas, e quebrou três copos.
Numa de suas fugas, invadiu dois bares e uma festa de aniversário, causando verdadeira comoção na vizinhança.
Noutra fuga, arengou com dois cachorros muito maiores do que ela, em uma marcenaria. A sorte é que o alambrado era resistente, e os dois brutamontes não conseguiram pegá-la.
Numa das fugas, mordeu a mão do filho da vizinha, que estava nos ajudando na captura.
Quase todos os dias, fica latindo (não sei se conversa, ou se troca acusações e xingamentos) para o cachorro do vizinho dos fundos.
Quando pedimos para ela sair, ela entra, e vice-versa. Quando pedimos para dar a pata, ela deita.
Bem, toda situação tem dois lados. Ela adora correr e brincar, está sempre disposta, adora colo e carinho, não sai do nosso lado, é muito companheira, e sua audição é particularmente aguçada, estando ligada 24 horas por dia. Ninguém passa em frente de casa impunemente. Ela pode até não latir, mas segue os passos da pessoa em toda a extensão do portão e do muro. Atende um chamado com uma rapidez típica de cachorros pequenos e ágeis.
Sua saudosa “irmã”, Madonna, quando tinha sua idade, também era uma pestinha. Depois tornou-se uma “lady”.
É o que esperamos do furacão Suri.
domingo, 15 de maio de 2011
Ficando de molho 2
Tudo parecia ter voltado ao normal: os espirros, a tosse, a coriza e as dores pelo corpo haviam ficado no passado.
Recuperado, era hora de voltar à quadra, e assim foi feito. Terminado o jogo, a pergunta básica: a garganta está OK? Então, aquela cervejinha foi devidamente aberta. Na noite do sábado, um belo jantar com os amigos.
Um sono profundo e recuperador, para que a manhã de domingo fosse devidamente ocupada com nova incursão pelas quadras de saibro.
Mas eis que, ao acordar, fui surpreendido por mais uma série inexplicável de espirros, devidamente acompanhada pela chatíssima e indesejável coriza.
Recaída devidamente caracterizada, cá estou eu, inconformado por ser novamente infernizado por essa doençazinha chata e inútil.
E dá-lhe chá de alho... Argh!!
Recuperado, era hora de voltar à quadra, e assim foi feito. Terminado o jogo, a pergunta básica: a garganta está OK? Então, aquela cervejinha foi devidamente aberta. Na noite do sábado, um belo jantar com os amigos.
Um sono profundo e recuperador, para que a manhã de domingo fosse devidamente ocupada com nova incursão pelas quadras de saibro.
Mas eis que, ao acordar, fui surpreendido por mais uma série inexplicável de espirros, devidamente acompanhada pela chatíssima e indesejável coriza.
Recaída devidamente caracterizada, cá estou eu, inconformado por ser novamente infernizado por essa doençazinha chata e inútil.
E dá-lhe chá de alho... Argh!!
sábado, 14 de maio de 2011
Mudança
Os gregos já diziam que a única coisa constante e permanente é a mudança.
Tenho passado por muitas ao longo dos últimos anos.
Foram mudanças de residência, de cidade e de emprego.
Por vezes, rezamos para que elas nem passem perto de nossa porta. É a zona de conforto falando mais alto.
Mas, às vezes, queremos intensamente que elas ocorram. São tempos turbulentos, velozes, incertos, que podem causar escoriações generalizadas e até mesmo permanentes nos relacionamentos não muito bem estabelecidos e firmes.
O tempo passa, certas situações vão se sucedendo e se acomodando, e outras prioridades vão surgindo. A vida vai passando, e aquele desejo ardente torna-se morno, chegando até a tirar um cochilo.
De repente, um fato novo, inesperado, ilumina e limpa os caminhos que pareciam escuros e poeirentos. E lá está ela novamente, a mudança, nos espreitando, brilhando e sorrindo, marota, pronta para nos arrebatar e nos levar pelo caminho há tanto desejado.
Deus escreve certo por linhas tortas, e essa tal mudança se encarrega de nos levar por tais linhas.
Já passou por isso, meu amig@? Isso tudo lhe parece familiar? Pois é, para mim, é quase uma constante. Parece que os gregos já sabiam...
Entretanto, tudo está muito calmo neste momento.
Por isso, algo me diz que ela pode estar na espreita, de novo...
Tenho passado por muitas ao longo dos últimos anos.
Foram mudanças de residência, de cidade e de emprego.
Por vezes, rezamos para que elas nem passem perto de nossa porta. É a zona de conforto falando mais alto.
Mas, às vezes, queremos intensamente que elas ocorram. São tempos turbulentos, velozes, incertos, que podem causar escoriações generalizadas e até mesmo permanentes nos relacionamentos não muito bem estabelecidos e firmes.
O tempo passa, certas situações vão se sucedendo e se acomodando, e outras prioridades vão surgindo. A vida vai passando, e aquele desejo ardente torna-se morno, chegando até a tirar um cochilo.
De repente, um fato novo, inesperado, ilumina e limpa os caminhos que pareciam escuros e poeirentos. E lá está ela novamente, a mudança, nos espreitando, brilhando e sorrindo, marota, pronta para nos arrebatar e nos levar pelo caminho há tanto desejado.
Deus escreve certo por linhas tortas, e essa tal mudança se encarrega de nos levar por tais linhas.
Já passou por isso, meu amig@? Isso tudo lhe parece familiar? Pois é, para mim, é quase uma constante. Parece que os gregos já sabiam...
Entretanto, tudo está muito calmo neste momento.
Por isso, algo me diz que ela pode estar na espreita, de novo...
Livros, livros e mais livros
No Estadão, aqui.
13 de maio de 2011 | 0h 00
Acervos pessoais "encalham" em livrarias da cidade
Eis um aspecto interessante da vida de quem gosta de livros.
O que fazer com o acervo, quando seu dono:
1. Não se interessa mais; (é difícil, hein...)
2. Está em dificuldades financeiras; (hoje em dia, bem provável)
3. Passa desta para melhor. (todos estamos sujeitos a ela, que "vive" nos procurando...)
Muitas vezes, a família não quer nem saber daquele "monte de papel velho", que só "fica ocupando espaço".
Daí, temos o outro lado, o das pessoas que querem adquirir os acervos, seja por gosto, seja por querer aparecer.
É a lei da oferta e da procura. mas, pelo que diz a reportagem, parece haver mais oferta do que procura.
13 de maio de 2011 | 0h 00
Acervos pessoais "encalham" em livrarias da cidade
Eis um aspecto interessante da vida de quem gosta de livros.
O que fazer com o acervo, quando seu dono:
1. Não se interessa mais; (é difícil, hein...)
2. Está em dificuldades financeiras; (hoje em dia, bem provável)
3. Passa desta para melhor. (todos estamos sujeitos a ela, que "vive" nos procurando...)
Muitas vezes, a família não quer nem saber daquele "monte de papel velho", que só "fica ocupando espaço".
Daí, temos o outro lado, o das pessoas que querem adquirir os acervos, seja por gosto, seja por querer aparecer.
É a lei da oferta e da procura. mas, pelo que diz a reportagem, parece haver mais oferta do que procura.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Drops
- Com tantas coisas para se preocupar, afinal de contas, por que o Brasil quer entrar (aqui, uma das muitas reportagens) para o Conselho de Segurança da ONU?
- Osama, Obama, execução, eliminação, Seals, terrorismo, Al-Qaeda, Bin Laden, CIA, Síria, Paquistão, Afeganistão, guerra, mansão, pardieiro... Já encheu! Ninguém fala de outra coisa?
- Tucanos falam mal de petistas, petistas falam mal de tucanos, mudanças de partidos travestidas para enganar a legislação de fidelidade, reforma política para inglês ver, 2012, 2014, trem-bala empacado, obras empacadas, ministros que abusam de diárias... Sinceramente: mudou alguma coisa?
- Inflação que sobe, inflação que não desce, álccol que some, álcool que aparece, juros altos, juros altíssimos, carga tributária altíssima, carga tributária nas nuvens, gasolina cara, gasolina exorbitante... Pergunto de novo: mudou alguma coisa?
- E, para terminar, o prontuário da Suri aumentou de novo: mais uma fuga contabilizada. Agora, já são três. E isso em um mês. Ah, essa cachorra...
- Osama, Obama, execução, eliminação, Seals, terrorismo, Al-Qaeda, Bin Laden, CIA, Síria, Paquistão, Afeganistão, guerra, mansão, pardieiro... Já encheu! Ninguém fala de outra coisa?
- Tucanos falam mal de petistas, petistas falam mal de tucanos, mudanças de partidos travestidas para enganar a legislação de fidelidade, reforma política para inglês ver, 2012, 2014, trem-bala empacado, obras empacadas, ministros que abusam de diárias... Sinceramente: mudou alguma coisa?
- Inflação que sobe, inflação que não desce, álccol que some, álcool que aparece, juros altos, juros altíssimos, carga tributária altíssima, carga tributária nas nuvens, gasolina cara, gasolina exorbitante... Pergunto de novo: mudou alguma coisa?
- E, para terminar, o prontuário da Suri aumentou de novo: mais uma fuga contabilizada. Agora, já são três. E isso em um mês. Ah, essa cachorra...
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