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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Coldplay

Esta é uma das bandas da "nova geração" de que eu mais gosto.
Tem um som diferente, que mexe comigo. Navegando na net, coloco os fones e fico curtindo, com os olhos na tela e o cérebro prestando mais atenção à música do que às notícias.
Alguns arranjos são fantásticos, como em Speed of Sound e Viva La Vida.
Caso alguém ainda não conheça, vale a pena. Como eu sempre digo, nem que seja para, depois, poder falar mal, mas com conhecimento da causa.
Para saber um pouco mais sobre a banda, segue o link da Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coldplay

Palavra do dia

Pochete sf.
1 Pequena bolsa, usualmente presa à cintura ou a tiracolo.

[F.: Do fr. pochette.]

Pode ter origem francesa, mas é de gosto, no mínimo, duvidoso.
E pensar que já foi moda...

Cena urbana normal?

Manhã de um útil, por volta de 10h00, muito sol, poucas nuvens, temperatura agradável, uma leve brisa. Tudo aparentemente calmo.
Local: área dentro de um Zoológico, muitas árvores, com trânsito restrito por cancela. Portanto, ali circulam eventuais motos, algumas bicicletas, e vários pedestres. Via com paralelepípedos e calçadas planas e largas.
Ao longe, crianças brincando no parquinho ou fazendo um lanche, sob o olhar atento das professoras. Certamente, o passeio ao Zoológico é um acontecimento em suas vidas.
O pedestre caminha tranquilamente pela calçada larga. Aparenta ter uns quarenta anos, mas não se pode ver seu físico ao certo, devido ao casaco jeans.
Uma bicicleta vem em sua direção. Detalhe: o ciclista está sobre a calçada. Portanto, circulando de maneira incorreta. A rua, que seria o seu lugar, está completamente vazia.
O pedestre, ao notar a aproximação, desvia-se para a esquerda da calçada, dando espaço para que o ciclista possa descer da mesma, sem problemas, e continua a caminhar, distraidamente.
A bicicleta desvia-se para a direita, ou seja, diretamente para cima do pedestre. Este para, ligeiramente assustado, com a bicicleta praticamente em cima dele. O ciclista tem a expressão contrariada. O pedestre desvia-se um pouco para a direita e continua andando, balançando a cabeça.
Pilotando a bicicleta, um vovô-garoto. Explico: certamente mais de sessenta, pele bronzeada, metido a esportista, com bermuda térmica e camiseta coladas, demonstrando que os exercícios não têm surtido muito efeito, MP3 ou similar, com fones de ouvido, sem o capacete de ciclista, mas carregando alguns outros apetrechos numa pochete (argh!). Garrafinha de água, talvez? Ou as chaves de casa?
O diálogo:
Ciclista: Direita é direita. E recomeça a pedalar, um pouco zangado, mas sem razão, pois continua sobre a calçada.
Pedestre: E lugar de bicicleta não é na calçada. E volta a andar, irritado, duplamente com razão.
Ciclista: Eu sei. Resposta com ênfase de contrariedade, típica de quem comete o erro mas não quer admitir.
Pedestre: Então... Recomeça a andar e resmunga alguma coisa.
Afastam-se.
Dali a alguns metros, o pedestre nota algo e olha por sobre o ombro. O ciclista começa a dar a volta e ameaça retornar.
O pedestre volta-se, para e fica olhando fixamente o ciclista, braços ao longo do corpo, em atitude de espera. O ciclista olha, hesita, desiste, faz a volta e afasta-se. O pedestre retoma sua caminhada.
De onde vieram? Para onde foram? O estavam pensando, antes e depois do fato?
Fiquei imaginando qual poderia ser o desfecho, se o ciclista tivesse voltado. Pensei, lá com os meus botões: o ciclista estava errado, admitiu (contrariado, claro), e ainda queria "bater boca"? O pedestre falou o que precisava ser dito, mas o ciclista achou-se "no seu direito". Que direito? O de estar errado e de achar que podia mais, por algum motivo imponderável? Seria a influência da pochete?
Observando determinadas cenas urbanas e as atitudes delas advindas, vejo que quem está errado pensa que está certo, e quem está certo, diante de posturas arrogantes, chega até a pensar que está errado.
Cenas assim estão se tornando comuns. Parece-me que algo de muito estranho está acontecendo na nossa “sociedade”.
Estaria a estupidez assumindo o lugar da civilização?
Sinceramente, espero que não. Também espero que a pochete não tenha nada a ver com isso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Palavra do dia

Aproveitando a ocasião:
Paelha (pa:e.lha) [ê] sf.
1 Cul. Prato típico espanhol, feito de arroz cozido com legumes, carne, peixes e diversos crustáceos.
[F.: Do esp. paella.]

O polvo está com tudo

Não se fala em outra coisa.
O polvo Paul, de dois anos, que vive no aquário Sea Life, em Oberhausen, Alemanha, está com índice de 100% de acerto em suas previsões.
Ele previu que a Espanha venceria a semi-final contra a Alemanha.
Após um jogo que não chegou a ser tudo aquilo que se esperava, a Fúria será a protagonista, junto com a Holanda, da final inédita do próximo domingo.
Como disse a Mônica, do blog Crônicas Urbanas (veja aqui), ainda não é hora da paella.
O polvo está com tudo e não está prosa.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mais uma febre...

Mais uma "febre" consumista, e totalmente inútil, claro.

No Estadão:
Lentes circulares viram febre nos EUA
Moda inspirada em mangás ganha popularidade graças a Lady Gaga; uso indiscriminado pode causar até cegueira
O link: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100706/not_imp576874,0.php

Os dois primeiros parágrafos da notícia:
De todas as roupas e adereços exóticos que Lady Gaga usou em seu vídeo Bad Romance, quem imaginaria que o detalhe que pegaria fogo seriam os enormes olhos no estilo mangá - as HQs japonesas - que ela exibiu na banheira? Os olhos gigantes de Lady Gaga foram provavelmente gerados por computador, mas mulheres entre 15 e 25 anos dos EUA os vêm copiando com lentes de contato especiais importadas da Ásia.
Conhecidas como lentes circulares, são lentes de contato coloridas - por vezes em tons exóticos, como violeta e rosa - que fazem os olhos parecerem maiores porque cobrem não só a íris, como as lentes normais, mas também parte do branco. Seu uso virou febre graças a um vídeo no YouTube, visto por 9,4 milhões de pessoas, no qual uma maquiadora chamada Michelle Phan demonstra como obter "os olhos malucos, esbugalhados, de Lady Gaga".

Querem apostar que essa babaquice logo chega por aqui? Sempre tem tonto para tudo.
Eu falo e repito, sempre que possível: os níveis de estupidez continuam em alta.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E por falar em Eclipse

E por falar em Eclipse, acabo de ver na Folha Online:
05/07/2010 - 20h24
Protagonistas de "Crepúsculo" vão ganhar US$ 41 milhões por próximos filmes
O link: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/762296-protagonistas-de-crepusculo-vao-ganhar-us-41-milhoes-por-proximos-filmes.shtml
DE SÃO PAULO
O trio de protagonistas da franquia "Crepúsculo" está negociando valores astronômicos para estrelar os próximos filmes da saga.
Segundo a "NY Magazine", Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner querem um cachê de US$ 25 milhões (R$ 44 milhões) para cada um.
O salário já teria sido garantido pelo estúdio, segundo fontes de Hollywood ouvidas pela publicação.
Além disso, de acordo com a revista, os atores deverão ganhar 7,5% do arrecadado em bilheteria, o que pode fazer o salário deles alcançar US$ 41 milhões (R$ 72 milhões).
O terceiro filme da saga, "Eclipse", estreou no dia 30 de junho e já arrecadou mais de US$ 161 milhões (R$ 283 milhões).

Segue aí uma palhinha do milionário trio ternura.

O "Eclipse" e a "mãe-estepe"

Pois é, eu já assisti ao "Eclipse".
No dia em que o Brasil deu adeus à Copa da África do Sul, depois de dar boas risadas com o desespero dos torcedores (eu sei, é cruel dizer isso, mas o banho de água fria foi necessário e salutar) fomos ao shopping para passear e tomar um sorvete. Enquanto minha mulher estava numa das lojas, passei em frente ao cinema para ver o que estava em cartaz. Como já havíamos assistido aos dois primeiros filmes em DVD, voltei e avisei:
- O "Eclipse" já está passando no Cine II. Você falou tanto que queria assistir. Quer aproveitar? A sessão começa em dez minutos.
Preciso dizer qual a resposta?
E lá fomos nós. Ainda bem que não tinha fila para comprar os ingressos.
Só estranhei o tumulto próximo do rapaz que recolhia os tíquetes. Ao chegarmos mais perto, fomos puxados delicadamente por uma garota quase em desespero:
- Tia, a senhora pode me fazer um favor?
E minha mulher respondeu delicadamente:
- O que foi? Pode falar.
- A senhora quer ser minha mãe?
Os dois com cara de interrogação...
- É que o rapaz não quer me deixar entrar sozinha, apesar de estar com toda a turma aqui.
A ficha caiu: como o filme é desaconselhado para menores de 12 anos, ela deveria ter menos do que isso, e a entrada somente seria autorizada se ela estivesse com algum responsável.
Ela já havia tentado antes, o rapaz não acreditou, e mais uma vez não caiu na conversa.
E ali, naquele "rolo", o funcionário do cinema, impávido, cercado por garotos, em meio a pedidos chorosos, súplicas, desespero e ranger de dentes.
Entramos e ficamos pensando o que teria este filme para ser "impróprio para menores de 12 anos".
Em pouco tempo, entra um bando de garotos fazendo algazarra, e ela no meio deles. Contente, veio nos agradecer pela tentativa. Não sei ao certo como conseguiu. Não sei se a mãe verdadeira apareceu, ou se foi algum tio de verdade.
Quanto ao filme, bem, não teve nada de extraordinário. Alguns bons efeitos especiais, paisagens muito bonitas e a já tradicional cara "imexível" e pálida de Edward e Bella. No final, o gancho para o quarto filme da saga.
E nada que pudesse ser tão impróprio para menores de 12 anos. Nos programas da TV aberta, esse lixo insuportável composto de novelas, programas de auditório, jornalismo parcial, mundo cão e fofocas, há coisas muito piores e mais escandalosas do que alguns beijos sem tanto entusiasmo e uma ou outra cena mais "violenta".
Na plateia, gritos e suspiros a cada aparição, tanto do vampiro, quanto do lobisomem sem camisa. Além de alguns comentários meio indecorosos e nada lisonjeiros para a Bella, quando ela beijou o vampiro numa cena, e logo depois beijou o lobisomem.
Não, ela ainda não foi transformada em vampira. E está balançando entre dois amores, o gelo e o fogo. Victoria morreu, e os Volturi estão meio indóceis.
Não li os livros, e não sei como seguirá a história. Não estou muito interessado.
Mas sei que vou ter que levar alguém ao cinema quando vier o próximo. Até lá, a garota não precisará mais da "mãe-estepe".

domingo, 4 de julho de 2010

Você costuma agradecer?

Este é um tema que gera paixões e ódios, além de várias postagens.
Frequentamos muitos lugares, tais como bares, pizzarias, sorveterias, supermercados, farmácias, bancos, entre muitos outros. Uns por prazer, outros por necessidade, ou qualquer outro motivo.
O atendimento tem sempre um antes, um durante e um depois. Você costuma cumprimentar, conversar e/ou agradecer à pessoa que o atendeu?
Você avalia se o estabelecimento merece uma nova visita, caso tenha sido bem atendido?
Agora há pouco fomos a uma pizzaria (afinal de contas, domingo à noite merece uma boa pizza), e mais uma vez exerci este ato de gentileza que costumo praticar, agradecendo ao garçom, tanto na hora do pedido, como na hora em que ele nos serviu, na hora de trazer a conta e na hora da despedida, juntamente com um "bom trabalho, e tenha uma boa semana". Fiz o mesmo com a moça da recepção, e obtive respostas cordiais e sorrisos sinceros de agradecimento de todos.
É uma boa maneira de encerrar/começar a semana.
E pensar que já vi muitos que sequer olham quem os serve ou atende, exibindo um ar de suposta superioridade, como se fossem melhores do que os demais à sua volta.
O mundo, apesar de ter os seus problemas, pode ser um lugar um pouco melhor para viver. Basta que saibamos fazer algo para melhorá-lo.
Boa semana a todos, e obrigado por terem me aguentado até aqui, pois já estamos próximos de 100 postagens.
E vem muito mais por aí.
Até de repente!

sábado, 3 de julho de 2010

Simples assim - o circo vai continuar

Simples assim: um time que não me agradou desde o começo, e que agora volta para casa (se bem que, para muitos deles, a casa não é bem o Brasil...) de cabeça baixa.
Os especialistas (sim, sempre eles) procurarão, por várias semanas, todos os sinais que já apontavam para o fracasso, e afirmarão, categóricos: eu não disse? Não, eles não disseram, pois todos acreditavam que o hexa era nosso.
Também devemos lembrar que todos eles estavam exaltando e elogiando esse amontoado de jogadores, e tentando incutir em nossas mentes que o time era bem montado, que a defesa era a melhor do mundo, que o Kaká estava melhorando e tinha sido o melhor em campo, e muitas outras besteiras.
Eu cantei a bola, e acertei na mosca. Acertei tanto que disse para alguns amigos pessoais, e também no trabalho, que o Brasil não passaria das quartas. Já estou ouvindo, desde ontem, que não sou patriota, que estava torcendo contra, que sou pé-frio, e outras coisas menos delicadas. Mas são coisas da vida. Em compensação, também já me pediram os seis números mágicos da Mega (Pô, meu, sua bola de cristal está bem sintonizada! Como você sabia?).
Fiz a pergunta antes, e volto a fazê-la: sua vida mudaria em quê se o Brasil fosse campeão mundial de futebol? E outra: como o Brasil não foi campeão, devido a isso alguma coisa vai mudar na sua vida? Tudo bem, eu já sei: as prestações da TV nova continuarão a cair no cartão de crédito...
Pelo menos alguma coisa muda no nosso país: as coisas voltam ao normal, e o Brasil volta a trabalhar. Mas por pouco tempo, pois as eleições estão chegando. Vem aí mais um circo para entreter as massas.