Sábado, por volta das 10h00, sol e brisa suave. Como minha mulher foi com o carro para a aula de massas, aproveitei a manhã agradável para caminhar até a lotérica e fazer a minha “fezinha”.
Estava a três quarteirões de casa, e notei que um Gol, cor de vinho, provavelmente ano 94 ou 95, bem conservado, passou por mim. Não vi quem estava dirigindo. Ele seguia pela direita, em velocidade compatível com a via, tudo como manda o figurino. Até aí, tudo normal.
Preocupado em não torcer o pé num dos muitos buracos da calçada, ouvi um barulho de moto acelerando, e depois um arrastar de pneus. Preparei-me para ouvir, logo a seguir, o som característico da batida.
Nada.
Olhei para a esquina seguinte e vi o Gol parado, e uma motocicleta passando espremida, cambaleando, por entre o carro e a calçada do lado direito da rua, na contramão. Ela veio da rua transversal, pelo lado errado, e quis fazer a curva pelo lado de dentro. Pelo barulho que ouvi da aceleração, seu condutor não tinha a intenção de respeitar o Pare. Deparou-se com o carro, que estava trafegando corretamente, na via preferencial.
Pilotando a moto, um homem, bastante fora do peso ideal, com camiseta sem mangas, braços cobertos de tatuagens, capacete preto, com a viseira aberta. Fez uma manobra irregular, olhou para trás, na direção do Gol, que já havia retomado seu caminho normal. Ameaçou retornar, balançou a cabeça, desistiu, e passou por mim acelerando, com cara de poucos amigos, mostrando contrariedade. Ouvi-o virar na rua de trás, novamente acelerando.
Continuei minha caminhada, pensando na situação que acabara de presenciar. O motorista do carro estava certo, pois ia pela via preferencial, e em velocidade adequada. Dirigia tranquilamente, pois não parecia ter compromissos naquele momento. O motociclista estava errado, por trafegar pela esquerda, por não respeitar o Pare, e pelo excesso de velocidade. Estaria atrasado? Ou nervoso? Ou estaria simplesmente querendo correr?
O que me deixou um pouco intrigado foi sua intenção de voltar para, supostamente, discutir com o pobre motorista. Mesmo estando errado.
E o pior de tudo: cenas urbanas como essa estão se tornando corriqueiras.
Este é apenas um exemplo, bem simples, do caos que está se tornando nosso trânsito, agravado pelas atitudes incoerentes do mais estúpido dos seres sobre a face da Terra.
Eu não me canso de bater nesta tecla...
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sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A velocidade do tempo
Normalmente a conexão da internet aqui em casa não tem aquela velocidade toda.
Tudo bem, admito que meu computador não é aquele modelo "último tipo", e que eu preciso pedir para aumentar a velocidade da conexão.
Mas o acesso à rede, agora à noite, está uma lerdeza de dar inveja. Parece que está pior do que nos tempos da conexão discada, em que ouvíamos aquela sinfonia típica do modem.
Enquanto esperava carregar algumas páginas, senti-me angustiado e irritado com a espera.
Parei, respirei fundo e fiquei pensando sobre essa necessidade que sentimos de que tudo se realize com a rapidez que desejamos.
O trânsito, a fila no banco, a fila no supermercado, o computador (supostamente) lento, o garçom que não olha para nós, a pizza que não chega, a picanha que não assa até o ponto desejado, o resultado de um concurso, o autor do livro que não vai logo ao assunto, essa chuva que não vem, essa chuva que não para, os convidados que não chegam, os 18 anos que não chegam...
Só que, às vezes, não gostamos e não queremos que o tempo passe: os 18 anos que já passaram (há muito), você já vai embora?, o fim-de-semana voou, hein?, já estamos no Natal...
A nossa velocidade, definitivamente, não é a velocidade do tempo.
Tudo bem, admito que meu computador não é aquele modelo "último tipo", e que eu preciso pedir para aumentar a velocidade da conexão.
Mas o acesso à rede, agora à noite, está uma lerdeza de dar inveja. Parece que está pior do que nos tempos da conexão discada, em que ouvíamos aquela sinfonia típica do modem.
Enquanto esperava carregar algumas páginas, senti-me angustiado e irritado com a espera.
Parei, respirei fundo e fiquei pensando sobre essa necessidade que sentimos de que tudo se realize com a rapidez que desejamos.
O trânsito, a fila no banco, a fila no supermercado, o computador (supostamente) lento, o garçom que não olha para nós, a pizza que não chega, a picanha que não assa até o ponto desejado, o resultado de um concurso, o autor do livro que não vai logo ao assunto, essa chuva que não vem, essa chuva que não para, os convidados que não chegam, os 18 anos que não chegam...
Só que, às vezes, não gostamos e não queremos que o tempo passe: os 18 anos que já passaram (há muito), você já vai embora?, o fim-de-semana voou, hein?, já estamos no Natal...
A nossa velocidade, definitivamente, não é a velocidade do tempo.
A nova versão de O Alienista
Na Folha:
28/07/2010 - 11h29
Manual de diagnósticos de doença mental rotula até birra infantil como distúrbio
Leia na íntegra aqui.
Seguem os três primeiros parágrafos:
Espécie de bíblia global dos psiquiatras, o guia americano de saúde mental pode incluir na nova edição "distúrbios" como birra infantil e comilança compulsiva.
Em breve ninguém mais vai ser classificado como normal, disseram profissionais da área. Em um comunicado, eles criticaram a atualização do manual de diagnósticos e estatísticas da doença mental (DSM, na sigla em inglês), que valerá para 2013.
Para os especialistas, o guia pode descaracterizar a seriedade das doenças mentais, ao diagnosticar quase tudo como algum distúrbio.
A notícia me lembra um romance do grande Machado de Assis (apesar de eu, particularmente, não gostar muito dele), intitulado O Alienista.
O personagem principal, Simão Bacamarte, interna todos os habitantes da vila de Itaguaí na Casa Verde, pensando que todos eram loucos. Só ele fica de fora.
Só que ele chega à conclusão de que o louco era ele mesmo. Então, solta todos e se interna.
Parece que, em breve, teremos de internar os psicólogos e psiquiatras.
Para quem quiser, há um link na Wikipedia sobre a obra.
28/07/2010 - 11h29
Manual de diagnósticos de doença mental rotula até birra infantil como distúrbio
Leia na íntegra aqui.
Seguem os três primeiros parágrafos:
Espécie de bíblia global dos psiquiatras, o guia americano de saúde mental pode incluir na nova edição "distúrbios" como birra infantil e comilança compulsiva.
Em breve ninguém mais vai ser classificado como normal, disseram profissionais da área. Em um comunicado, eles criticaram a atualização do manual de diagnósticos e estatísticas da doença mental (DSM, na sigla em inglês), que valerá para 2013.
Para os especialistas, o guia pode descaracterizar a seriedade das doenças mentais, ao diagnosticar quase tudo como algum distúrbio.
A notícia me lembra um romance do grande Machado de Assis (apesar de eu, particularmente, não gostar muito dele), intitulado O Alienista.
O personagem principal, Simão Bacamarte, interna todos os habitantes da vila de Itaguaí na Casa Verde, pensando que todos eram loucos. Só ele fica de fora.
Só que ele chega à conclusão de que o louco era ele mesmo. Então, solta todos e se interna.
Parece que, em breve, teremos de internar os psicólogos e psiquiatras.
Para quem quiser, há um link na Wikipedia sobre a obra.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Eis um banco confiável... mas só para quem acredita "mesmo"
Mais uma das que não podem passar em branco.
Na Folha:
27/07/2010 - 11h26
Banco da "Reencarnação" desafia autoridades reguladoras
Leia a íntegra aqui.
Os dois primeiros parágrafos:
A proposta inusitada de um banco criado na internet tem gerado dificuldades ao órgão regulador do sistema bancário de Gibraltar, no extremo sul da península Ibérica.
O estruturado funcionamento do Banco da "Reencarnação", que propõe depósitos para serem resgatados em outras vidas, convenceu clientes que acreditam em reencarnação. Mas o consentimento dos interessados não bastou para garantir a operação do banco. A instituição não tem autorização do órgão regulador para receber depósitos ou quaisquer outros bens.
Notou a frase: "...convenceu clientes que acreditam em reencarnação"? Notem bem: não questiono quem acredita na reencarnação. Isto é questão de fé religiosa, particularmente para quem é espírita. O que avalio aqui é que há incautos que ainda caem nessas arapucas, tal como no conto do bilhete premiado.
E cá entre nós: como você, reencarnado, ao chegar no banco, provaria que você é o outro, da outra vida? Isso se você se lembrasse de que fez o depósito. E quando seria isso? Daqui vinte, trinta, quarenta anos? E seus herdeiros, deixariam tudo lá, para que você eventualmente pudesse retirar e usufruir? E se você não reencarnasse? Para quem ficaria o dinheiro?
Segundo a reportagem, os depósitos foram congelados, e as quantias, ressarcidas aos "clientes".
Eu digo já há um bom tempo, mas sei que algumas pessoas ainda duvidavam.
Diga aí, caro leitor internauta: agora você acredita que o ser humano é um estúpido?
Na Folha:
27/07/2010 - 11h26
Banco da "Reencarnação" desafia autoridades reguladoras
Leia a íntegra aqui.
Os dois primeiros parágrafos:
A proposta inusitada de um banco criado na internet tem gerado dificuldades ao órgão regulador do sistema bancário de Gibraltar, no extremo sul da península Ibérica.
O estruturado funcionamento do Banco da "Reencarnação", que propõe depósitos para serem resgatados em outras vidas, convenceu clientes que acreditam em reencarnação. Mas o consentimento dos interessados não bastou para garantir a operação do banco. A instituição não tem autorização do órgão regulador para receber depósitos ou quaisquer outros bens.
Notou a frase: "...convenceu clientes que acreditam em reencarnação"? Notem bem: não questiono quem acredita na reencarnação. Isto é questão de fé religiosa, particularmente para quem é espírita. O que avalio aqui é que há incautos que ainda caem nessas arapucas, tal como no conto do bilhete premiado.
E cá entre nós: como você, reencarnado, ao chegar no banco, provaria que você é o outro, da outra vida? Isso se você se lembrasse de que fez o depósito. E quando seria isso? Daqui vinte, trinta, quarenta anos? E seus herdeiros, deixariam tudo lá, para que você eventualmente pudesse retirar e usufruir? E se você não reencarnasse? Para quem ficaria o dinheiro?
Segundo a reportagem, os depósitos foram congelados, e as quantias, ressarcidas aos "clientes".
Eu digo já há um bom tempo, mas sei que algumas pessoas ainda duvidavam.
Diga aí, caro leitor internauta: agora você acredita que o ser humano é um estúpido?
Cuba Libre
Duas notícias que merecem um comentário, mas que dariam páginas e páginas de análise. Melhor eu me preparar, pois a patrulha ideológica pode ser meio pesada...
A 1ª é uma nota no Blog do Noblat:
Enviado por Ricardo Noblat - 25.7.2010 - 22h28m
Foto do dia
Fidel Castro novamente de verde-oliva

Foto: Reuters
Depois de quatro anos, o ex-líder cubano Fidel Castro foi visto novamente, no sábado, usando a típica camisa verde-oliva com a qual costumava aparecer em público. Fidel participou de uma cerimônia em homenagem a combatentes da Revolução Cubana, na cidade de Artemisa, nos arredores de Havana.
Fidel não era visto com essa vestimenta desde 2006, quando ficou doente e saiu da cena política do país caribenho e cedeu o poder ao seu irmão Raúl Castro.
"...cedeu o poder ao seu irmão..." É um líder muito bondoso, não é mesmo? Se é que o poder foi mesmo cedido, ficou na família. Esta pequena frase é emblemática. É o retrato fiel daquilo que se convencionou chamar de "regime cubano de governo".
Fidel foi o líder de uma revolução necessária (pois Cuba era um quintal dos EUA, comandado pelo ditador Fulgêncio Batista), mas que se tornou uma ditadura (tal qual a anterior, ou até pior) anacrônica, sanguinária e revanchista.
Com a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS, secou a fonte de recursos vinda do lado de lá da Cortina de Ferro, e o regime começou a definhar.
A foto mostra a realidade: seu tempo já passou, mas ele não quer admitir. Cerca-se com seguranças (ou alguém duvida que não sejam?), e todos fazem cara de mau, prontos para afastar qualquer suposta ameaça ao querido líder, que também está com cara de poucos amigos. É o retrato do ocaso de uma era.
A 2ª está no JBOnline. Para ler na íntegra, clique aqui.
Festa em Cuba tem a ausência de Fidel e anúncios de reformas
Parte da reportagem:
"Fidel cuja visível recuperação é motivo de profunda alegria para todos os revolucionários (...) está presente e combatendo neste dia que tanto significa para ele e para todos nós", afirmou o número dois de Cuba, José Ramón Machado, ao fazer o discurso.
Revolucionários? Décadas depois ainda são classificados assim os que sofrem com a escassez de alimentos e o alto custo de vida? Fidel presente e combatendo? Combatendo o quê?
Outra parte:
Em seu lugar, o número dois de Cuba, José Ramón Machado, descartou uma esperada aceleração de reformas econômicas e afirmou que o Governo "continua buscando soluções" para os problemas.
Número dois? Talvez três, pois Fidel ainda não largou o osso, e continua a dar cartas, nem que seja de vez em quando. Querem soluções? Elas são simples. Basta implantar a democracia, revogar a proibição da lei de mercado e sepultar de vez a ditadura sanguinária.
Se o clima na ilha fosse tão bom quanto eles dizem que é, não haveria milhares de pessoas querendo sair de lá, arriscando suas vidas em travessias perigosas até a Flórida.
Pergunta Básica: por que as pessoas são proibidas de sair de Cuba? As autorizações para viagens ao exterior são extremamente difíceis de serem obtidas.
Há muito mais para escrever, mas só o que está neste post já deve ser suficiente para que me julguem um reles imperialista ianque.
A 1ª é uma nota no Blog do Noblat:
Enviado por Ricardo Noblat - 25.7.2010 - 22h28m
Foto do dia
Fidel Castro novamente de verde-oliva

Foto: Reuters
Depois de quatro anos, o ex-líder cubano Fidel Castro foi visto novamente, no sábado, usando a típica camisa verde-oliva com a qual costumava aparecer em público. Fidel participou de uma cerimônia em homenagem a combatentes da Revolução Cubana, na cidade de Artemisa, nos arredores de Havana.
Fidel não era visto com essa vestimenta desde 2006, quando ficou doente e saiu da cena política do país caribenho e cedeu o poder ao seu irmão Raúl Castro.
"...cedeu o poder ao seu irmão..." É um líder muito bondoso, não é mesmo? Se é que o poder foi mesmo cedido, ficou na família. Esta pequena frase é emblemática. É o retrato fiel daquilo que se convencionou chamar de "regime cubano de governo".
Fidel foi o líder de uma revolução necessária (pois Cuba era um quintal dos EUA, comandado pelo ditador Fulgêncio Batista), mas que se tornou uma ditadura (tal qual a anterior, ou até pior) anacrônica, sanguinária e revanchista.
Com a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS, secou a fonte de recursos vinda do lado de lá da Cortina de Ferro, e o regime começou a definhar.
A foto mostra a realidade: seu tempo já passou, mas ele não quer admitir. Cerca-se com seguranças (ou alguém duvida que não sejam?), e todos fazem cara de mau, prontos para afastar qualquer suposta ameaça ao querido líder, que também está com cara de poucos amigos. É o retrato do ocaso de uma era.
A 2ª está no JBOnline. Para ler na íntegra, clique aqui.
Festa em Cuba tem a ausência de Fidel e anúncios de reformas
Parte da reportagem:
"Fidel cuja visível recuperação é motivo de profunda alegria para todos os revolucionários (...) está presente e combatendo neste dia que tanto significa para ele e para todos nós", afirmou o número dois de Cuba, José Ramón Machado, ao fazer o discurso.
Revolucionários? Décadas depois ainda são classificados assim os que sofrem com a escassez de alimentos e o alto custo de vida? Fidel presente e combatendo? Combatendo o quê?
Outra parte:
Em seu lugar, o número dois de Cuba, José Ramón Machado, descartou uma esperada aceleração de reformas econômicas e afirmou que o Governo "continua buscando soluções" para os problemas.
Número dois? Talvez três, pois Fidel ainda não largou o osso, e continua a dar cartas, nem que seja de vez em quando. Querem soluções? Elas são simples. Basta implantar a democracia, revogar a proibição da lei de mercado e sepultar de vez a ditadura sanguinária.
Se o clima na ilha fosse tão bom quanto eles dizem que é, não haveria milhares de pessoas querendo sair de lá, arriscando suas vidas em travessias perigosas até a Flórida.
Pergunta Básica: por que as pessoas são proibidas de sair de Cuba? As autorizações para viagens ao exterior são extremamente difíceis de serem obtidas.
Há muito mais para escrever, mas só o que está neste post já deve ser suficiente para que me julguem um reles imperialista ianque.
domingo, 25 de julho de 2010
Você já trabalhou à noite?
Na Folha:
25/07/2010 - 15h04
Corpo sofre com trabalho à noite
Veja a íntegra aqui.
A reportagem cita uma estimativa de 15 milhões de trabalhadores no turno noturno.
Eu já fiz parte deste contingente, durante o período em que trabalhei numa siderúrgica. A usina trabalhava (e trabalha, ainda) 24 horas por dia, 365 dias por ano, em ritmo frenético. Fiquei durante um tempo numa das cinco equipes da Central Termoelétrica. Trabalhávamos em horários alternados, sendo dois dias das 23 às 7, dois dias das 7 às 15, e dois dias das 15 às 23, com folga de 96 horas. Na época, essas folgas eram bem aproveitadas, pois podia resolver assuntos pessoais, visitar meus pais, encontrar a namorada, bater uma bola com os amigos.
O problema era a volta, pois tinha de enfrentar a estrada (sorte que eram pistas duplas) logo depois do almoço, para chegar a tempo de dormir um pouco, e pegar o ônibus da usina por volta das 22.
No começo eu estranhei bastante. Depois, entrei no ritmo. Quando saí do turno, e fui para o horário administrativo, demorei um pouco para me acostumar.
O ritmo de trabalho no chamado ADM era melhor, por conta dos horários certos. O ruim é que as folgas passaram a ser somente aos finais de semana, com dois dias, e também tive um problema no órgão mais sensível do corpo humano: o bolso. Saindo do turno, perdi o adicional noturno...
Foi um período muito produtivo, em termos profissionais. Aprendi boas lições, que uso até hoje. Às vezes tenho sonhos relacionados com essa época. Alguns deles, meio catastróficos. O mais recente, há alguns dias, envolvia explosões e um incêndio infernal num dos Altos-Fornos. Nunca passei por uma situação semelhante na empresa. Sinceramente, espero que esse sonho seja apenas isso, um sonho ruim. Espero que minha antiga empresa não enfrente um problema desses.
25/07/2010 - 15h04
Corpo sofre com trabalho à noite
Veja a íntegra aqui.
A reportagem cita uma estimativa de 15 milhões de trabalhadores no turno noturno.
Eu já fiz parte deste contingente, durante o período em que trabalhei numa siderúrgica. A usina trabalhava (e trabalha, ainda) 24 horas por dia, 365 dias por ano, em ritmo frenético. Fiquei durante um tempo numa das cinco equipes da Central Termoelétrica. Trabalhávamos em horários alternados, sendo dois dias das 23 às 7, dois dias das 7 às 15, e dois dias das 15 às 23, com folga de 96 horas. Na época, essas folgas eram bem aproveitadas, pois podia resolver assuntos pessoais, visitar meus pais, encontrar a namorada, bater uma bola com os amigos.
O problema era a volta, pois tinha de enfrentar a estrada (sorte que eram pistas duplas) logo depois do almoço, para chegar a tempo de dormir um pouco, e pegar o ônibus da usina por volta das 22.
No começo eu estranhei bastante. Depois, entrei no ritmo. Quando saí do turno, e fui para o horário administrativo, demorei um pouco para me acostumar.
O ritmo de trabalho no chamado ADM era melhor, por conta dos horários certos. O ruim é que as folgas passaram a ser somente aos finais de semana, com dois dias, e também tive um problema no órgão mais sensível do corpo humano: o bolso. Saindo do turno, perdi o adicional noturno...
Foi um período muito produtivo, em termos profissionais. Aprendi boas lições, que uso até hoje. Às vezes tenho sonhos relacionados com essa época. Alguns deles, meio catastróficos. O mais recente, há alguns dias, envolvia explosões e um incêndio infernal num dos Altos-Fornos. Nunca passei por uma situação semelhante na empresa. Sinceramente, espero que esse sonho seja apenas isso, um sonho ruim. Espero que minha antiga empresa não enfrente um problema desses.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
De vilão a mocinho - um caminho que pode demorar
Você já deve ter vivido a situação de ser apontado como o vilão da história, devido a determinada postura, ou atitude, ou previsão, ou mesmo comentário.
Você enxerga o problema, mata a charada, fala, age, faz aquela cara de “Eu estou dizendo”, mas parece que só você se dá conta do tamanho da encrenca.
Muitos viram a cara, torcem o nariz, fazem comentários maldosos pelas costas (pois ninguém tem coragem de falar na cara), ou até mesmo se afastam completamente.
Só que o tempo passa, as evidências aparecem, as atitudes e os comentários foram acertados, certas previsões se concretizam, e aí todos aqueles que criticaram se reaproximam, como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo.
Mas não espere que alguém se manifeste favoravelmente a você. Isso será doloroso demais para certos egos inflados pela teimosia soberana.
Mesmo que uns e outros não queiram, o vilão torna-se, milagrosamente, o mocinho-herói. O único inconveniente é que esse caminho pode demorar um pouco para ser percorrido. Você só precisa estar preparado.
Parece uma certa história da ficção científica (que alguns classificam como sendo apenas um capa-e-espada moderninho).
Comigo isso já aconteceu diversas vezes. E como eu estou acostumado, e me sinto bem no papel de vilão que se torna mocinho, aí vai uma homenagem ao personagem.
A foto está em vários sites, mas eu baixei daqui.
Você enxerga o problema, mata a charada, fala, age, faz aquela cara de “Eu estou dizendo”, mas parece que só você se dá conta do tamanho da encrenca.
Muitos viram a cara, torcem o nariz, fazem comentários maldosos pelas costas (pois ninguém tem coragem de falar na cara), ou até mesmo se afastam completamente.
Só que o tempo passa, as evidências aparecem, as atitudes e os comentários foram acertados, certas previsões se concretizam, e aí todos aqueles que criticaram se reaproximam, como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo.
Mas não espere que alguém se manifeste favoravelmente a você. Isso será doloroso demais para certos egos inflados pela teimosia soberana.
Mesmo que uns e outros não queiram, o vilão torna-se, milagrosamente, o mocinho-herói. O único inconveniente é que esse caminho pode demorar um pouco para ser percorrido. Você só precisa estar preparado.
Parece uma certa história da ficção científica (que alguns classificam como sendo apenas um capa-e-espada moderninho).
Comigo isso já aconteceu diversas vezes. E como eu estou acostumado, e me sinto bem no papel de vilão que se torna mocinho, aí vai uma homenagem ao personagem.
A foto está em vários sites, mas eu baixei daqui.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Você pensa que é só no Brasil? Na Alemanha também tem!
Outra que não pode passar em branco.
Na Folha:
22/07/2010 - 07h46
Deputado alemão quer que gordos paguem imposto adicional
DA FRANCE PRESSE, EM BERLIM (ALEMANHA)
Os gordos deveriam pagar um imposto para compensar os gastos de saúde resultantes de sua excessiva carga corporal, afirmou um deputado alemão em entrevista publicada nesta quinta-feira.
"É preciso discutir se os imensos custos resultantes, por exemplo, de uma alimentação excessiva devem ser assumidos a longo prazo pelo sistema de saúde", afirmou ao jornal "Bild" o deputado Marco Wanderwitz, do Partido Cristão-Democrata (CDU), da chanceler Angela Merkel.
"Eu considerado razoável que quem tem voluntariamente uma vida pouco saudável deve assumir a responsabilidade financeira dela", acrescentou Wanderwitz, 34, dirigente das juventudes cristão-democratas
Eu não inventei isso, não. Se quiser conferir, clique aqui.
Você pensa que é só no Brasil que tem ideia estapafúrdia no Legislativo? Na Alemanha também tem!
Que tal um imposto para os feios, para o caso de eles irem ao cirurgião plástico?
Melhor ainda: que tal um imposto para sair de casa? Ou para respirar?
No caso de se instituir um imposto extra para políticos incompetentes, ociosos, obtusos, parcos de inteligência e excedentes em gatunagem, estariam solucionados os problemas com o déficit público no Brasil.
Alguém ainda duvida de que a estupidez não é exclusividade nossa?
Na Folha:
22/07/2010 - 07h46
Deputado alemão quer que gordos paguem imposto adicional
DA FRANCE PRESSE, EM BERLIM (ALEMANHA)
Os gordos deveriam pagar um imposto para compensar os gastos de saúde resultantes de sua excessiva carga corporal, afirmou um deputado alemão em entrevista publicada nesta quinta-feira.
"É preciso discutir se os imensos custos resultantes, por exemplo, de uma alimentação excessiva devem ser assumidos a longo prazo pelo sistema de saúde", afirmou ao jornal "Bild" o deputado Marco Wanderwitz, do Partido Cristão-Democrata (CDU), da chanceler Angela Merkel.
"Eu considerado razoável que quem tem voluntariamente uma vida pouco saudável deve assumir a responsabilidade financeira dela", acrescentou Wanderwitz, 34, dirigente das juventudes cristão-democratas
Eu não inventei isso, não. Se quiser conferir, clique aqui.
Você pensa que é só no Brasil que tem ideia estapafúrdia no Legislativo? Na Alemanha também tem!
Que tal um imposto para os feios, para o caso de eles irem ao cirurgião plástico?
Melhor ainda: que tal um imposto para sair de casa? Ou para respirar?
No caso de se instituir um imposto extra para políticos incompetentes, ociosos, obtusos, parcos de inteligência e excedentes em gatunagem, estariam solucionados os problemas com o déficit público no Brasil.
Alguém ainda duvida de que a estupidez não é exclusividade nossa?
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Você pagaria tanto assim para conhecer alguém?
Na Folha:
20/07/2010 - 14h36
Justin Bieber cobra mais de R$ 7.000 para conhecer fãs pessoalmente
Se você tiver estômago, e ainda aguentar ler mais alguma coisa sobre o rapazinho que é o novo queridinho de plantão das "teens", leia a reportagem aqui.
Precisa falar alguma coisa? "Presente" para os fãs a esse preço? Se fosse de graça, estaria caro.
Você jogaria seu dinheiro fora dessa maneira, caso sua filha fosse uma "fã desesperada"? Não precisa responder. Basta fazer uma reflexão sincera.
Gosto não se discute. Lamenta-se.
O Blog adverte: os níveis de estupidez continuam com tendência de alta. Será que há um jeito de investir nisso?
Se alguém souber a resposta, estou cobrando baratinho para uma entrevista.
20/07/2010 - 14h36
Justin Bieber cobra mais de R$ 7.000 para conhecer fãs pessoalmente
Se você tiver estômago, e ainda aguentar ler mais alguma coisa sobre o rapazinho que é o novo queridinho de plantão das "teens", leia a reportagem aqui.
Precisa falar alguma coisa? "Presente" para os fãs a esse preço? Se fosse de graça, estaria caro.
Você jogaria seu dinheiro fora dessa maneira, caso sua filha fosse uma "fã desesperada"? Não precisa responder. Basta fazer uma reflexão sincera.
Gosto não se discute. Lamenta-se.
O Blog adverte: os níveis de estupidez continuam com tendência de alta. Será que há um jeito de investir nisso?
Se alguém souber a resposta, estou cobrando baratinho para uma entrevista.
A nova fauna urbana
No G1:
20/07/2010 10h50 - Atualizado em 20/07/2010 11h07
Canguru precisa de ajuda para descer de telhado na Austrália
Ainda não se sabe como ele subiu na casa da família James.
Equipe de TV flagrou resgate em subúrbio de Sydney no fim de semana.
Leia o texto aqui.
Segundo a reportagem, acontecimentos semelhantes podem se tornar comuns, devido à expansão urbana para regiões que originalmente eram os habitats desses animais.
Fenômenos assim ocorrem também por aqui.
Basta observar a nova fauna urbana. Calma, não estou falando dos "novos adolescentes".
Há alguns anos, ver um exemplar da chamada pomba asa branca era um privilégio de poucas pessoas que moravam em áreas rurais. Hoje, elas estão se tornando figurinha fácil em muitas cidades. O mesmo vale para as maritacas, com aquele infernal alarido característico e as eventuais invasões de forros de casas, com a respectiva destruição de instalações elétricas.
Até tucanos e araras são vistos com frequência cada vez maior.
A sistemática destruição de matas tem empurrado esses animais para as cidades, na busca de locais de reprodução e alimentação. E atrás deles vêm os predadores naturais, como os gaviões.
Ontem pela manhã tive mais uma amostra desse fenômeno.
Por volta de 07h00, saí para comprar pão, e ouvi um barulho e um canto que há tempos não ouvia.
Reduzi o passo e passei a procurar nas árvores do quarteirão, mas não vi nada.
Ao retornar, observei, no alto de um poste de eucalipto, o "causador" do barulho: um pica-pau. É mais uma ilustre visita, que se torna cada dia mais comum.
Se não preservarmos nossas matas (as poucas que ainda restam), teremos de nos acostumar com nossos novos vizinhos.
20/07/2010 10h50 - Atualizado em 20/07/2010 11h07
Canguru precisa de ajuda para descer de telhado na Austrália
Ainda não se sabe como ele subiu na casa da família James.
Equipe de TV flagrou resgate em subúrbio de Sydney no fim de semana.
Leia o texto aqui.
Segundo a reportagem, acontecimentos semelhantes podem se tornar comuns, devido à expansão urbana para regiões que originalmente eram os habitats desses animais.
Fenômenos assim ocorrem também por aqui.
Basta observar a nova fauna urbana. Calma, não estou falando dos "novos adolescentes".
Há alguns anos, ver um exemplar da chamada pomba asa branca era um privilégio de poucas pessoas que moravam em áreas rurais. Hoje, elas estão se tornando figurinha fácil em muitas cidades. O mesmo vale para as maritacas, com aquele infernal alarido característico e as eventuais invasões de forros de casas, com a respectiva destruição de instalações elétricas.
Até tucanos e araras são vistos com frequência cada vez maior.
A sistemática destruição de matas tem empurrado esses animais para as cidades, na busca de locais de reprodução e alimentação. E atrás deles vêm os predadores naturais, como os gaviões.
Ontem pela manhã tive mais uma amostra desse fenômeno.
Por volta de 07h00, saí para comprar pão, e ouvi um barulho e um canto que há tempos não ouvia.
Reduzi o passo e passei a procurar nas árvores do quarteirão, mas não vi nada.
Ao retornar, observei, no alto de um poste de eucalipto, o "causador" do barulho: um pica-pau. É mais uma ilustre visita, que se torna cada dia mais comum.
Se não preservarmos nossas matas (as poucas que ainda restam), teremos de nos acostumar com nossos novos vizinhos.
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